Autoestima: A importância de cuidarmos de nós



Natalia dos Santos Leite Batista


Schultheisz e Aprile (2013) a auto estima é um forte indicador de saúde, pois a mesma pode acarretar interferências em condições afetivas, sociais e psicológicas das pessoas. A auto estima começa a ser desenvolvida na infância, a partir da percepção gradual de que eu sou um ser separado do mundo e das pessoas que estão a minha volta (fisicamente, emocionalmente e também na sua construção identitária).


Scartezini, Rocha e Pirez (2013) sendo o afeto uma fonte de satisfação, quando a criança toma consciência de si passa a sentir uma necessidade de se sentir amado. A partir de sua experiência vai recebendo uma consideração positiva ou negativa e assim vai construindo sua autoestima. Tamanha é a importância que o amor tem para a criança que ela acaba por agir de forma a garantir este afeto, mesmo que possa ir contra seu próprio interesse ganhando assim a aprovação ou atenção dos que ama.


O que nos leva a refletir sobre como estamos conduzindo esta relação com nossos filhos, pois eles são como plantas que precisam ser regadas, cada uma dentro de suas necessidades. Como responsáveis temos um papel muito importante e para que ele seja desempenhado de forma a não prejudicar a autoestima deste ser humano em desenvolvimento precisamos desenvolver autoconhecimento, empatia e habilidades sociais para comunicar de forma assertiva sem que a mesma se sinta como um problema. Scartezini, Rocha e Pirez (2013) coloca que muitas vezes nossa aceitação com relação as crianças é uma aceitação condicional, onde a criança é amada à medida que faz aquilo que os responsáveis exigem.


A baixa autoestima tem interferência direta em nossas escolhas, pois, projetamos no mundo a visão que temos de nós. Mesmo que na infância está autoestima não tenha sido construída de forma saudável é possível que nós enquanto adultos a reconstruamos. A autoestima é o resultado de autocuidado, autoconhecimento, auto responsabilidade que estaremos dispostos a dedicar a essa reconstrução.

Para algumas pessoas se ver como prioridade um egoísmo, quando na verdade o amor próprio e a autoestima não nos impedem de ser empáticos, solidários e por conseguinte pensar no próximo. Mas, iremos aprender que como seres humanos temos limitações e aprenderemos a respeita-las e para tanto algumas vezes precisaremos dizer NÃO o que não significa que não amamos ou que não nos preocupamos, significa que para isto, devido a este momento ... nós não podemos ou não queremos e contamos com sua compreensão, afinal estamos sendo admirados por nossa “produção” ou por quem somos? Provérbios 29:5 “O homem que adula seu próximo estende redes aos seus pés.”


Enfatizando a importância do autocuidado até mesmo para cuidarmos do outro, pois se não cuidarmos de nós também não conseguiremos ofertar ao outro a nossa melhor versão, traremos alguns versículos bíblicos.


Em Mateus 22: 39 “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo.” Percebe a parte que deixei destacada? ti mesmo ela vem complementando o que foi dito anteriormente, nós oferecemos aos outros nós mesmos e, portanto, é fundamental que cuidemos de quem somos em todas as dimensões do nosso ser (físico, emocional, social e espiritual). Corroborando com este ponto em 1 Coríntios 3: 16 diz “Não sabeis que sois o Templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?”.


Diante de tudo o que nos foi apresentado agora nos cabe a reflexão: Como tenho cuidado de mim? O que penso sobre mim? Tenho me comparado com os outros? Tenho reconhecido minhas qualidades e meus limites? Ao chegar a uma conclusão nos cabe buscar soluções e lembrar que talvez este seja um processo dolorosos e longo, mas lembre-se quem cuida do seu jardim pode o ver florescer.

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